Só o que resta é remendar.

Modéstia parte sempre fui boa com as palavras. Papel e caneta formam a minha dupla favorita. Escrevo o que sinto é assim que funciona. Mas as vezes, até para alguém como eu, as palavras faltam.

Ao acordar leio a manchete do dia e não posso acreditar no quão frágil a vida é. Um dia você está comemorando a primeira vaga de final do Sul-Americano a ser disputado pelo seu clube, no outro seu avião cai e você não pode ao menos calçar as chuteiras.

Quantos pedaços ficaram pelo caminho?

O que fazer com aquele monte de ligações não atendidas, as mensagens que você deixou de ler, as horas investidas naquele curso que você sempre quis, o dinheiro que guardou pra fazer aquela viagem, o trabalho que ficou pela metade, o cinema que a gente marcou pra sábado, o estudo que era pra entregar amanhã na aula, a janta que sua mãe preparou e você estava doido pra comer, aquela conta que não deu pra pagar, a comemoração que adiou para depois do jogo, aquele beijo que você deixou pra depois, o salto que não deu pq sentiu medo, aquela briga que você teve mas iria fazer as pazes quando voltasse. E me diz, o que fazer com aquele esbarrão na rua que rendeu o seu “pode deixar que eu apareço”?

Você não vai aparecer, fica tudo pelo caminho, isso que é triste. Que sensação de incompleto! Saí de casa e não deu tempo de cumprir nem a metade da minha lista de afazeres.

Me pergunto se isso é justo e eu mesma me contraponho, é para ser justo? Existe justiça nesse caso? Não há júri nem réu.

A morte é assim: avassaladora e oportunista. Ela não te dá opção. Leva minhas palavras, deixa meus sentimentos. Abre aquele buraco e me larga aqui sozinha. Só o que posso fazer é remendar o que sobrou dando uns pontinhos e esperar que o tempo faça a dor passar.

Quando soube que acabou?

Nada se constrói ou destrói da noite pro dia. Nada. Muito menos o amor, aquele amor.
Quando disse que acabou, nem ela sabia que tinha acabado. Uma parte se foi e o que sobrou foram uns cacos espalhados. Ela sabia que não podia continuar, mas não sabia o porquê.
Chorou. Três dias seguidos para ser exato. Dia, noite e nos intervalos também. Quanto tempo ia demorar pra colar cada pedacinho de volta? Ainda sim, faltaria uma parte.
Três meses depois ela ainda pensava nele. Orava por ele. E as vezes, se pegava chorando pela lembrança dele. Pensava no que foi, no que podia ter sido e no que nunca vai ser.
Na memória dela, aquele dia em que ele a levou em Santa Tereza e passaram as horas mais sem nada pra fazer da vida, longe de casa, perto da natureza e de mãos dadas. Na dele, os flashes do adeus ainda não compreendido.
Ela era poesia ele não entendia. Ela era feliz com nada, ele sempre precisava de algo pra sorrir. Ela vivia de amor e ele de cálculos. E mesmo assim ele nunca conseguiu chegar ao coeficiente final daquela equação. Zero. Acabou.

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Hoje, ela compreende exatamente o que houve. Foi naquele sábado à noite em março. Ela o chamou pela enésima vez para ir naquele aniversário e ele negou. Esse não foi o motivo. A razão estava nela mesma. Ela não insistiu. Deixou de lado e foi sozinha com os amigos.
Daquele momento em diante não houve mais preocupação. Foi ficando chato. Não queria  ouvir. Não queria falar. Não queria saber.
A garota das novidades ficou muda. A menina dos sentimentos não escrevia mais. A mulher sempre presente sumiu. E ele, tolo, não prestou atenção. Nem viu.
Gota a gota aquele oceano de amor evaporou. Naquela terra não chovia mais. O que restou foi um deserto de filtro sépia e nada mais.
E agora ela sabe que ainda falta alguma coisa, mas entende que a vida é assim mesmo, a gente tenta, mas nem sempre consegue. Aquele peça não vai ser reposta nunca, mas vai se transformar em outra parte dentro dela que vai refletir no que ela se tornou.
Isso não é triste. Pelo menos não é para ser. A menina está de volta com uma caixa de tinta e uma tela enorme em branco só esperando a felicidade de poder pintar de novo.

Escova de salão em CASA!

IMG_20151229_143925019Quem me conhece sabe o quanto eu AMO mudar de visual! E gente, vocês não tem noção, mas eu já mexi muito nesse cabelo! Principalmente no que se trata de corte.
Mas hoje, uso meu cabelo cacheado com efeito bem volumoso, que na minha opinião é lindo! Mas de vez em quando quem não curte mudar, ir diferente pra alguma festa, ou só pra sair da rotina mesmo? Todo mundo né? Mas o bacana mesmo é mudar sem agredir e ainda ficar com aquele aspecto natural que só os profissionais dão.
Então reuni minhas melhores dicas neste vídeo, pra te ensinar como ter uma escova de salão em casa. Então, vocês querem saber como ter um cabelo liso, brilhoso, sedoso e SAUDÁVEL como o feito em salão, vem comigo!

Vamos veras fotos do antes e depois?

IMG_20151229_144249475IMG_20151229_142043939Espero que vocês tenham gostado! Super beijo!